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| Edson Corrêa, Conceição Aparecida Kill, João Simão e Paulo Reis |
A simplicidade, a humildade se fez presente em
nosso programa do dia 25 de março. Convidamos a nossa irmã de fé, amiga, e incansável
trabalhadora Conce.
Após sabermos que a Casa de Belém, bem lá no início,
teve sua participação, trouxemos para contar essa história.
No ano de 1994, o Padre João Alfredo, pároco da
cidade – havia somente a Paróquia São João Batista e muitas comunidades –
convidou um grupo de pessoas para se reunirem em Campos do Jordão com o
objetivo de programar o trabalho social
e religioso do ano seguinte. Um dos temas levantado, é a precariedade de muitas
crianças, sofrendo agressão, abusos e outras transgressões em sua família.
Em Dezembro do mesmo ano, alugaram uma casa na
Barra Funda da família Rangel, com poucos recursos financeiros, foi mobiliada
com as doações da comunidade e inaugurada a Casa de Belém, anônima, sem
registro.
A justiça, o Conselho Tutelar, da qual a Conce
participou do primeiro grupo de Conselheiros, destinavam as crianças em grau de
risco, tirando-os de sua família, deixando-as aos cuidados da casa.
No início a Conce dormia junto com as crianças e,
com diversos voluntários, faziam uma escala para poderem ajuda-la.
Comentou que por um tempo esteve com 5 bebês, e
a casa receberia crianças com idade de até 12 anos.
A Psicóloga Silvia Arruda de Oliveira,
voluntária, com o Conselho Tutelar, tentavam trabalhar na família com o intuito
de conseguirem a reintegração da criança com seus familiares, nada era fácil.
A Paróquia não tinha mais condições de arcar
com o aluguel, tiveram que partir para outra casa menor, e diante das
dificuldades, acabaram indo para uma casa na rua Paula Ney.
As dificuldades financeiras eram enormes.
Em 1996, por conta própria, alugou uma casa na
avenida e conseguiu levar 3 crianças, mas depois da vistoria do juizado de
menores, estes decidiram fechar o local devido a falta de condições e as
enviaram para um Orfanato de São Paulo.
Lembrou que duas crianças, que eram irmãs, Nivalda
e Marines Vieira Noronha, uma com sete e outra com nove anos, foram enviadas ao
Orfanato de São Paulo e não sabe hoje como se encontram, foi um momento muito
triste.
Mas teve um marco muito positivo dessa época,
acabou adotando um garoto de 12 anos, que hoje, já casado, é seu braço direito
e seu orgulho.
Ressaltou que a falta de Deus na vida das
pessoas leva a barbáries, leva a falta de respeito, ao egocentrismo.
O trabalho voluntário é sempre bom, bonito. Quando
a pessoa tira um tempo de sua vida para poder ajudar alguém, a comunidade, o
retorno à sua vida é imensurável. A doação a outros é necessária, foi e sempre
será benéfica.
Junto com a Arquidiocese de Sorocaba, recentemente
fundou a Associação Missionária Tottus Tuus (Todo teu), é uma associação de
vocação Mariana, dedicada ao Papa João Paulo II. É um grupo que vive segundo o
tratado verdadeiro de devoção a Maria. Levando a imagem de nossa Senhora aos lares,
aos moradores de rua, etc.
Quem quiser receber a visita, ou participar,
pode entrar em contato com o Telefone 15 3243.8429 ou Celular 15 9966 55 41 – João e Cleide.
Deixou um recado, que tudo o que faz é pouco
pelas necessidades da sociedade. Mas o pouco que possamos fazer por alguém,
temos a certeza que os levam a reanimarem para a vida, o indiferentismo leva as
pessoas ao buraco.
Convidou a todos a participarem no primeiro
domingo de cada mês das 15h as 17h na Comunidade Rosa Mística, em frente ao
Tauste, do curso e devoção Mariana.
A Conceição também realiza todos os domingos às
12:00 h, na Rádio Nova Tropical FM, o programa de devoção – 5 Minutos com
Maria.
Hoje a CASA
DE BELÉM DE VOTORANTIM é uma Associação Beneficente, sem fins lucrativos,
fundada em 05 de fevereiro de 1997 por um grupo de cidadãos Votorantinenses.
Tem por objetivo o atendimento de crianças de 0 a 12 anos em situações de
vulnerabilidade social, encaminhadas pelo Poder Judiciário e Conselho Tutelar,
que determinam a permanência temporária dos infantes na Associação até a
reintegração ao convívio familiar ou, quando a possibilidade de retorno foram
esgotadas, são colocadas em família substituta (adoção).
A associação vem executando trabalhos
relevantes no atendimento e acolhimento para crianças, tendo em vista que as
mesmas residem no local, recebem alimentação, educação, vestuário, assistência
médica, odontológica e psicológica, preparação religiosa e, principalmente,
atenção e amor.
Contamos com parceria de rede de serviços
sócios assistenciais de todos os segmentos da sociedade e voluntariado. A
associação é constituída por membros da diretoria, conselheiros, colaboradores
assíduos e equipe de funcionários.
As situações de direitos violados apresentadas
pelas crianças atendidas pela entidade são: abandono material e intelectual,
maus tratos, abuso sexual, violência doméstica, rejeição, familias com
problemas ocasionados pelo uso de álcool, drogas, entre outros.
A entidade persegue e garante os direitos de
seus acolhidos, segundo os princípios e premissas do Estatuto da Criança e dos
Adolescentes (ECA).
A proposta fundamental desta instituição
acolhedora é tê-la o mais parecido com um lar, embora provisório, para que os
acolhidos passem por essa fase com o mínimo de sequelas possíveis,
paralelamente desenvolve-se um trabalho de conscientização da comunidade quanto
a sua responsabilidade social para com o próximo.
A Casa de Belém de
Votorantim é mantida através de subvenção do Poder Público Municipal e doações,
que nem sempre cobrem todas as despesas operacionais. Então, eventos
beneficentes são realizados periodicamente para complementar a renda e promover
o bem estar das crianças acolhidas. Parcerias com a iniciativa privada também
auxiliam na realização de nossos trabalhos.



